Apoio psicológico

A Psicologia nos Cuidados Informais ao paciente com sequelas de AVC

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A determinada altura do ciclo de vida da família podem ocorrer mudanças que obrigam a que esta tenha que se re(estruturar), nomeadamente o aparecimento de doenças crónicas como é o caso das sequelas de AVC. Quando tal acontece no seio de uma estrutura familiar, o primeiro impacte é de dúvida e incerteza em relação ao cuidado a prestar. A família terá portanto que (re)defenir novamente as suas funções e responsabilidades. É sobretudo nestas alturas que pode surgir a “crise” familiar e é nesse sentido que este capítulo do manual pretende intervir. O Objectivo é ajudar o(s) familiare(s)/cuidadores a lidar com os sentimentos de angústia que podem ocorrer nesta fase e sobretudo a perspectivar esta crise como um desafio e uma oportunidade para a mudança, que se pretende positiva.

Actualizado em ( Sábado, 21 Fevereiro 2009 16:57 ) Continuar...
 

Violência… Uma realidade escondida ou verdade mascarada?

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As mudanças que ocorrem na sequência de um AVC não se centram apenas nas modificações cognitivas, emocionais e funcionais do paciente e do seu cuidador. Na verdade, estas ocorrem no conjunto de rede relacionais repercutindo-se sobretudo ao nível do relacionamento familiar e social. Desta forma, as modificações decorrentes fazem-se sentir na relação entre o idoso e o sujeito cuidador, na relação conjugal da pessoa que presta cuidados bem como nas relações filiais, fraternais e extra-familiares. Perante este novo desafio, de enfrentar a doença e tudo que ela representa, a estrutura familiar é aquela que mais sofre alterações: surgem novas exigências e reajustamentos e novas relações de poder que obrigam a que toda a família, directa ou indirectamante, tenha de se (re)estruturar. Paralelamente, emerge a relação de “dependência” nomeadamente do paciente que passa a ter que depender de um cuidador para a realização das actividades da vida diária e satisfação das suas necessidades pessoais. Na maior parte dos casos, esta relação de dependência, é para ambos (paciente e cuidador) ainda bastante complexa. Por um lado, o paciente, vê a sua intimidade e privacidade “invadida” o que lhe poderá provocar num primeiro momento, algum embaraço e constrangimento. Por outro lado, o cuidador, passa a ter de assumir as principais tarefas  e terá de aprender a construir uma nova forma de relação e moldá-la às reais necessidades da pessoa que tem a seu cargo.

Actualizado em ( Sábado, 29 Novembro 2008 17:45 ) Continuar...